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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sentir tristeza, chorar, abraçar e conversar são quatro ações necessárias para sobreviver a tragédias.

Publicado no portal UIPI Educação


A educadora Elypaschoalick orienta os pais a conversarem com seus filhos e sobretudo expressarem seus sentimentos de tristeza e medo.

Estudos relatam que após pesquisas comparativas entre o comportamento de soldados vindos da segunda guerra mundial e soldados oriundos da Guerra do Vietnã alguns fatores foram destacados como significativos ¬¬¬ para que a maioria dos primeiros se ajustassem em suas comunidades e se tornassem grandes homens construtores de um novo mundo e uma boa parte dos segundos se tornassem desajustados, deprimidos, com stress pós-traumático e portadores de transtornos da saúde mental.

Os estudos demonstraram o seguinte quadro comparativo:

II GUERRA MUNDIAL                                                                    

A= Voltaram de navio (meses de viagem)
                              
B=Conversavam no navio e se identificavam na dor e nos pesadelos.                                                             

C= Conviveram com uma sociedade destruída, necessitando ser reerguida                                                                  

D= Se envolveram na reconstrução da pátria e da vida pessoal.                                                                          


GUERRA DO VIETNÃ

A=  Voltaram de helicóptero (Em apenas horas de viagem chegavam em uma sociedade organizada onde jogar papel no chão era fato digno de repreensão.)

B=  Conversavam com pessoas que não viveram as atrocidades da guerra.                 
C= Conviveram com uma sociedade totalmente organizada.


D= Receberam condecorações e indenisações pelos serviços não necessitando de lutar para sobreviver.


Podemos observar pelo quadro acima a importância da conversa e identificação de sentimentos e sensações que estão na memória humana após a vivência de experiências brutais que envolvem a vida, a morte, a dor, a frustração, o medo, a injustiça...enfim uma confusão e profusão de sentimentos.

Tivemos nesta quinta-feira (7), o triste acontecimento na escola do Rio onde o ex-aluno Wellington Oliveira, 23, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, e fez vários disparos, atingindo mais de 30 alunos. Doze crianças morreram, além do atirador.

A grande pergunta que ficou no ar foi: “Como voltar à vida normal?”

Houve quem, como a jornalista astridfontenell no twitter que aconselhou: “Senhores pais, não deixem seus filhos verem este episódio trágico na TV” no entanto penso que deve ser exatamente o contrário: “Senhores pais, assistam juntamente com seus filhos este episódio trágico e conversem inesgotavelmente sobre o que você está sentindo, o que seu filho está sentindo, o que os familiares das vítimas estão sentindo, o que os familiares do agressor estão sentindo...conversem sobre inesperado, probabilidade, prevenção, imprevisto, incontrolável...

Encoragem seus filhos a falarem sobre seus sentimentos, a chorarem suas tristezas, a expressarem seus medos e receios.

Sobretudo não caiam na onipotência de prometerem que com eles isto nunca vai acontecer e também não permitam que este fato quebrem as responsabilidades de rotina como: ir às aulas, estudar, dormir no horário pre-estabelecido etc...

É mais do que necessário pensar sobre o que sente e sentir sobre o que pensa.





3 comentários:

  1. Sera q alguem pode me auxiliar??

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    1. Nininho!
      Quero muito ajudá-lo mas vc não deixou seu endereço de e-mail ou contato. No aguardo
      Ely

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  2. Descobri sua página hoje e gostei muito!!!

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