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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Flagre o certo!



  Neste ano de 2011 valorize os acertos de seus filhos e promova filhos competentes.

Flagrar o certo!

Temos o hábito de flagrar o erro e considerar o acerto como se fosse normal, comum e às vezes até obrigação.

Há pais que até verbalizam isto dizendo “Não fez mais do que sua obrigação!”.

Valorizar os acertos é trocar esta frase por outra semelhante “ Parabéns! Você cumpriu maravilhosamente bem sua obrigação! Estou orgulhoso de você! Continue assim!”.

Valorizar é dar lugar de destaque.

È tornar importante.

Não é necessário um presente para valorizar algo.

Valorizar o acerto não necessariamente é dar-lhe uma recompensa material mas sim um destaque afetivo.  

Flagre o erro. Interrompa-o! Seja um pai forte e potente capaz de ensinar a seu filho o que está certo e o que está errado mas não se esqueça de flagrar também os acertos.

Neste ano de 2011 valorize os acertos de seu filho e deixe-o com a certeza de ser capaz.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Educar os pais para educar os filhos

Este é um programa que realizo com diferentes grupos de pais.


Sinto-me muito feliz e muito grata à Deus, pois a Pedagogia dos 4 P's , que foi elaborada por mim, tem obtido bons resultados nos mais diferentes grupos de pais.

Já a experimentei com pais de escolas particulares, municipais e estaduais em Minas Gerais, Brasília, Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Maranhão e Paraná.



Compreender que generalizações, justificativas e auto-justificativas são DESCULPAS utilizadas para deixar sem culpa e que tais desculpas enfraquecem o carater do filho tem provocado muitas mudanças de atitudes SUPERPROTETORAS por vários pais.

A Pedagogia dos 4 P's é um sistema que substitui as palestras por dinâmicas de grupo permitindo a troca de idéias e experiências entre os pais.


Conheça as Palestras de Ely Paschoalick Tema para os pais
Estes são os temas mais pedidos pelas escolas:



* COMO DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA DE SEU FILHO.

* SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO.

* VIVENCIANDO SER PAI DE UMA CRIANÇA ESPECIAL.

*TREINANDO A ATENÇÃO E CONCENTRAÇÃO DE SEU FILHO.

* ALFABETIZANDO EMOCIONALMENTE SEU FILHO.

* AGRESSIVIDADE.

* CARÊNCIAS E CARÍCIAS.

* O LIMITE DO SIM E DO NÃO EM EDUCAÇÃO: RAÍZES x ASAS.

* DINÂMICAS DE GRUPO: Os 4 Ps da Educação dos Filhos.


Clique aqui e conheça os temas de palestras e cursos para diferentes públicos.


sábado, 16 de outubro de 2010

EDUCAR PELO MEDO: 4 decisões que um adulto toma por ter apanhado ou sofrido medo quando criança.

Me siga no twitter: www.twitter.com/elypaschoalick


Uma criança educada até os 12 anos pelo medo, por castigo e por surras pode desenvolver internamente uma ou mais destas 4 decisões abaixo descritas:

1. VINGANÇA: Quando eu crescer você vai ver o que eu faço com você! (Decisão esta que a maioria dos alunos agressivos e levados do Ensino Fundamental tomaram quando pequenos - 4 à 12 anos - frente a EDUCAÇÃO PELO MEDO, e  que faz parte da história de quase todos os maridos que batem na mulher.)

2. INSENSIBILIDADE: Também não doeu, não estou nem aí! (Decisão esta que faz parte da história da infância da maioria dos presos por briga ou assassinatos com requintes de maldades.)

3. FINGIMENTO: Vou ficar mais esperto e fazer as coisas que os desagradam mais escondidas de você! (Decisão esta que grande parte das pessoas “fingidas”, que fazem as coisas por trás - dos pais, professores, chefes, maridos, esposas, vigias - tomaram e que faz parte da história da maioria dos que se entregam a drogas ou a um mundo de mentiras.)

4. ABANDONO: Também não vou te amar mais e não vou gostar do que você me oferece. (Decisão esta tomada por alunos que não gostam de uma matéria porque tiveram experiências negativas com professores daquela matéria e faz parte da história da maioria dos adultos que abandonaram os estudos na infância ou adolescência ou mesmo daqueles adultos que não conseguem persistir até o final mesmo frente a adversidades.)


         A educação pelo medo é aparentemente a mais eficaz e imediata mas pode gerar no ser humano mecanismos de defesa que o impulsiona a tomar decisões de reagir, se defender ou se vingar mais tarde, quando crescer.

         Tais mecanismos e decisões são determinantes de comportamentos adultos desajustados e agressivos pois o sentir e o pensar ficam inibidos em momentos de raiva ou contrariedade.

         Fazendo-se assim cumprir a afirmação: “Violência gera violência”.

        Podemos considerar mecanismos como sistemas internos do psiquismo humano que as pessoas desenvolvem para sobreviver a situações difíceis e ameaçadoras.

         Assim sendo, quando uma criança é humilhada ou depreciada por um adulto, afetivamente ligado a ela, do qual ela depende, seu medo de ser abandonada e rejeitada é tão grande que a faz lançar mão de um mecanismo interno para sobreviver seja ele de vingança, insensibilidade, fingimento ou abandono.

         Muitas e diversas podem ser as reações (os mecanismos de defesas) das crianças e jovens frente às humilhações e depreciações feitas por seus pais, professores ou superiores, alguns reagem de imediato, outros demoram mais e outros se acostumam tanto ao mecanismo  que os repetem, de uma maneira diferente, em um cenário distinto, pela vida adulta afora.



         Troque a educação pelo medo pela educação pela consciência.
          
         Troque a educação pelas ameaças e castigos pela educação dos limites e contratos.

         Flagre seu filho fazendo coisas certas e verbalize para ele que ele é CAPAZ DE FAZER E DE SER AMADO.  

NOTA: Este artigo foi publicado no site: www.megaminas.com.br/coluna/educacao
Me siga no twitter: www.twitter.com/elypaschoalick

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Alessandra Leles Rocha e o dia da criança

Minha aluna Alessandra cresceu, tornou-se escritora e tem um blog onde escreve suas lindas, gostosas e reflexivas crônicas.
Neste dia da criança Alessandra escreveu no Antena Cultural uma crônica que desejo muito que você leia também.
Tenho certeza de que você vai gostar.
http://alrocha-antenacultural.blogspot.com/2010/10/cronica-sem-o-hoje-elas-jamais-chegarao.html

QUEM É ELYPASCHOALICK

Você quer me conhecer mais?

Acesse meu blog de cidadã:

http://elypaschoalick.blogspot.com/2010/10/quem-e-elypaschoalick.html

Não é o adulto que ama a criança e sim a criança que ama o adulto


Em clima do dia da criança nada mais propício do que recordar esta afirmação feita pela médica educadora italiana Drª Maria Montessori em pleno movimento da Escola Nova onde o paradigma: 

“A criança é a miniatura do adulto” estava sendo trocado, por influência das teorias de Freud, pela nova ordem da educação: “A criança é a construtora do adulto”. 

Ao longo dos mais de 40 anos de vivência educacional tive inúmeras oportunidades de concordar com esta afirmação:"Não é o adulto que ama a criança e sim a criança que ama o adulto."

Percebo o desamor dos adultos quando terceirizam as responsabilidades, mesmo que seja em nome da incompetência - quando tentam modificar o jeito de ser de seus filhos – quando colocam seus filhos na linha de fogo das desavenças entre o casal – quando não aceitam o fazer e o ser de seus filhos. 

Exemplos:

1-Em uma palestra um pai tenta me levar a afirmar que se a família, como ele, está despreparada para oferecer educação sexual, se a escola oferece textos permissivos à masturbação e relações sexuais na adolescência, então a Igreja deve assumir este papel. 

Respondi-lhe, evidentemente que não. A Igreja pode fazer o que aquela igreja estava fazendo: Palestras para esclarecer os pais. A família deve se preparar pois é ela a célula maior da educação.

2-Outro pai, me procura e relata que sua filha está cada vez  mais parecida com a mãe e que esta é uma péssima influência para a filha. Como fazer se o juiz deu à mãe o direito de visitas?

O pior é que este pai se sente “o máximo” pois ele como homem assumiu a educação da filha.

3- Uma mãe afirma que se arrepende de ter tido filho tão nova pois nada aproveitou da vida.

4- “Tudo que meu filho ou sobrinho ou aluno faz é errado, parece que ele tem um ímã: é ruim... é errado... é bagunça... é briga... é má companhia... lá está meu filho no meio!” 

Você pode estar achando estranho mas esta afirmação aparece em quase todas as palestras para pais ou professores e constantemente são seguidas da célebre frase: 

“já fiz de TUDO e NADA adiantou, o que a senhora me aconselha a fazer?” 

Meus conselhos? 

Ame esta criança! Flagre algo de bom que ela certamente faz! Coloque uma lente de aumento nas boas ações e bons comportamentos dela! Pare de falar mal dela pois assim você apenas fortalece os rótulos negativos  que já estão impregnados nela!

E a segunda parte da frase: “e sim a criança que ama o adulto”.

Percebemos o amor que as crianças têm pelos adultos quando os agradam e os abraçam logo depois que apanharam.

Quando os admiram e querem ser iguais a eles. Você já viu a expressão de realização e alegria quando uma menina de 4 anos coloca o salto alto da mamãe? Quando um menino coloca a gravata do papai?

Percebemos que a criança ama o adulto incondicionalmente quando filhos admiram e defendem seus pais bêbados, maldosos, agressivos, mentirosos, enganadores...

As crianças estão sempre cheias de amor para dar e possuem uma imensurável capacidade de perdão.

Que Deus ilumine os adultos para amarem, aceitarem e valorizarem as crianças.

Tenham tempo e paciência e ofereçam nova oportunidade para as crianças realizarem com sucesso aquilo que ainda é um fracasso. 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

EDUCAR PARA PENSAR 2

Título: EDUCAR PARA PENSAR 2 – Não se educa com proibição.

Ely Paschoalick publica um texto da Professora Denise Vilardo que auxilia o leitor a refletir porque não se educa com proibição.

Eu estava pensando para escrever o segundo artigo da série EDUCAR PARA PENSAR onde quero contestar a filosofia educacional: “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”, como uma prática educacional que estimula o não pensar no educando, quando me deparei com um texto de Denise Vilardo (Professora de Língua Portuguesa e Especialista em Educação da Rede Pública da Cidade do Rio de Janeiro; Coordenadora Pedagógica do Colégio Graham Bell/Rio de Janeiro; Tutora Pedagógica do ProJovem Online - Fundação Darcy Ribeiro/ProJovem Urbano; Mediadora da Rede Tecnologia na Educação – Peabirus). Achei-o tão bem escrito e tão pertinente ao meu pensar que resolvi publicá-lo aqui neste blog.

Tenho certeza de que você vai gostar:

Não se educa com proibição!

Por Denise Vilardo *

Por que os professores do Estado do Rio de Janeiro precisam de uma Lei para lhes dizer o que pode/deve ou o que não pode/não deve ser feito dentro do espaço escolar?

De acordo com a Lei 5453/09, recém sancionada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, está proibido o uso de aparelhos MP3, MP4, walkman, game boys, agendas eletrônicas, máquinas fotográficas, além dos celulares nas salas de aula, bibliotecas e outros espaços de estudo das escolas da Rede Estadual.

Convido a todos os interessados a fazerem uma reflexão comigo a partir da seguinte premissa: qualquer atitude de proibição, pura e drasticamente, deseduca mais do que educa.

Todas as vezes que lidamos com o que é proibido, temos mais vontade ainda de realizá-lo. Isso é natural do ser humano. Proibir por proibir, ou criar mecanismos de censura ao que julgamos que deva ser censurado, costuma acirrar mais ainda a vontade de se alcançar o objeto de desejo. E aí, fatalmente, as crianças e jovens (porque são saudáveis) vão procurar meios de burlar o que está sendo negado a eles.

Lidar com máquinas e aparelhos eletrônicos, para essa geração de crianças e jovens com os quais estamos lidando, faz todo o sentido. Não se trata de ser bom ou ruim. Está aí, e a nossa tarefa é transformar essa relação em algo produtivo, que gere novos conhecimentos. Qualquer coisa menos que isso, significa que estamos subutilizando as máquinas ou que temos medo delas...

Mas também não acredito no "pode tudo", porque essa atitude também não educa. É preciso conversar, reconversar, criar consciência, discutir os "não pode" e estabelecer acordos. Acordos de horários, acordos sobre os tipos de jogos que são mais ou menos adequados, acordos sobre a utilização de aparelhos eletrônicos nos espaços de estudo etc. E, cabe, aos adultos da relação, cumprir os acordos. Isso significa educar.

Algumas questões são fundamentais e, na minha experiência de mãe e educadora de jovens (trabalho com jovens na faixa dos 15 aos 21 anos), creio que a mais importante de todas é a coerência. Coerência entre o que pensamos, sentimos e agimos.

Não se educa com um discurso diferente da maneira como agimos.

Não dá pra ficar fazendo discurso de ter que ser respeitador, se o jovem não percebe o respeito nas relações que ele vivencia. Não dá pra dizer pro menino não ser preconceituoso, se ele observa a maneira pouco digna dos adultos (pais, professores) tratarem as pessoas que são diferentes deles.

Vamos sair do senso comum e abandonar os estereótipos que marcam os jovens como aqueles seres difíceis, inadaptáveis, que “não querem nada”...

Eles querem sim, querem ser tratados como pessoas que pensam, capazes de tomar decisões e querem também perceber que somos coerentes (nós, os adultos). O que eles não acreditam é na hipocrisia e odeiam ser enganados pelos outros.

Olho no olho. Sempre. Verdade. Franqueza. Virtudes. Fragilidades. Consistência.

Outra coisa que considero fundamental, além da coerência, é não nos esquecermos de como éramos quando adolescentes. Quais eram os nossos sonhos, em que pensávamos, o que fazíamos para “enganar” os nossos pais e professores, como gostaríamos de termos sido tratados. Essa medida – de como éramos – nos ajuda muito a entender quem eles são e como eles agem.

E, por último, da minha lista de “fundamentais”, é não ter medo de dar limites, não ter medo de dizer não. E, não é o não pelo não. É o não argumentado, denso, com propósito. É o não que convence.

Somos seres sociáveis e, como tais, estabelecemos compromissos de convivência para podermos avançar nos nossos propósitos comuns.

Nada do que falei é fácil de ser realizado no dia a dia, mas é possível e é bom que seja tentado.

Esse texto aparentemente sem nexo vem questionar, por fim, por que os professores do Estado do Rio de Janeiro precisam de uma lei para lhes dizer o que pode/deve ou o que não pode/não deve ser feito dentro do espaço escolar? Por que os professores precisam dessa tutela?

Quer dizer que vamos abrir mão de todas as possibilidades educadoras que os MPs, celulares, câmeras fotográficas etc nos trazem porque não sabemos dizer não? É isso mesmo, professores? Quer dizer que não sabemos mais educar? Precisamos de leis para nos dizer o que é adequado ou não nas nossas salas de aula?

Não é nosso dever, educadores que somos, ensinar os nossos alunos a utilizarem as tecnologias, sabendo tirar o melhor proveito delas, com espírito crítico e ético? Não somos nós que temos que estar na vanguarda do processo pra poder ajudar os nossos alunos a compreenderem melhor o mundo em que vivem?

Como vamos fazer isso nos escondendo do mundo?

Não se educa com proibição. Educa-se com consciência.

Se você gostou poderá ler mais sobre o pensar de Denise Vilardo no blog http://dvilardo.blogspot.com/

sábado, 15 de agosto de 2009

SUPERPROTECAO - EDUCAR PARA NAO CRESCER

Desde o dia em que sabemos estar grávidas já começamos a idealizar o que desejamos que nossos filhos sejam quando crescer.

No entanto, muitas vezes, os pais, na necessidade de cuidar do outro, ou mesmo no medo de perder o controle sobre o filho, ou até de perder o próprio filho iniciam um processo inconsciente de superproteção e acabam passando a mensagem subliminar ao filho de: Não cresça! Permaneça criança! Seja dependente!

Tais mensagens passam a fazer parte do inconsciente do filho o que pode lhe trazer sérios comprometimentos na vida adulta, principalmente nos momentos em que se faz necessária a automotivação para enfrentar frustrações, dificuldades e principalmente fazer escolhas importantes profissionais e familiares.

Como este processo é inconsciente e se origina de uma necessidade emocional dos pais, fica muito difícil para a própria pessoa se diagnosticar como superprotetora.

Hoje em dia está mais do que comprovada a necessidade de educarmos as crianças para serem cidadãs autônomas e conscientes. Para tanto devemos ensiná-las a se relacionarem com os outros, a fazer suas próprias escolhas e a compreender o porque e a importância de obedecer regras.

Devemos estar atentos também ao fato de que o ser humano é impelido, por natureza, a crescer, a independer-se e a alegrar-se com suas conquistas.

Vou procurar colocar aqui alguns comportamentos inadequados e que, ao meu ver, quando os pais praticam, estão passando mensagens de “não cresça” para seus filhos.

·1- Deixá-los dormir na cama do casal, impedi-los de colocar a própria comida no prato, amassar toda a comida que lhe oferece, colocar em mamadeiras todos os líquidos que vão ser consumidos pela criança, usar vocabulários tudo no diminutivo para conversar com as crianças, mudar o tom de voz imitando a fala infantil para se relacionar com crianças.

.2- Deixar brincar com utensílios domésticos (é diferente de deixar brincar de casinha). Me refiro a permitir que uma colher ou um garfo seja guardado na caixa de brinquedos e seja por, exemplo, transportado no caminhãozinho plástico com o qual a criança brinca. Em outras palavras: A criança necessita aprender que cada coisa deve ter sua utilidade, o que é de brincar é de brincar...o que é de usar para alimentação, trabalho dos pais, não devem ser utilizados como brinquedo.

.3- Permitir que uma criança rabisque os móveis, as paredes, os livros, os cadernos de outra, é superproteção pois lhe passa mensagens anti cidadania, mensagens de superpoder (Tudo posso, tudo me pertence) e tais mensagens mais tarde poderão ser sustentadoras de atos de vandalismo.

·4- Entrar no meio de brigas ou discussões entre crianças para julgar e condenar um ou absorver outro, também é comportamento de superproteção. Os adultos não devem julgar as brigas, os motivos das mesmas ou até quem tem razão ou não. Apenas devem interrompê-las, impedi-las e desafiar as crianças a inventarem uma maneira de conviver com aquele outro sem brigar.

.5- Da mesma maneira, é dar mensagens de “não cresça” procurar sempre um culpado para as reações erradas ou os comportamentos inadequados de seu filho. (Fulano é má companhia, beltrano é agressivo, tal professor é injusto, a escola está perseguindo...).

Quando uma situação está difícil temos vontade de nos afastar dela, no entanto faz parte dos deveres de pai, auxiliar os filhos a enfrentarem “de frente” situações difíceis e cada vez que conseguirmos que nossos filhos vençam dificuldades ou transformem frustrações em situações de sucesso estamos lhes fornecendo um fortalecimento interno que vai capacitá-lo a vencer os desafios que a vida profissional e social lhe apresentar.

Podemos citar como exemplo, a diferença que há no futuro dos filhos, entre um pai que retira seu filho da escola após uma reprovação e aquele que auxilia seu filho a ter sucesso nos estudos dentro da mesma escola. Que impacto estas duas atitudes terão na vida adulta desta criança?

Qual das duas atitudes auxiliará seu filho a crescer e qual delas passa mensagem de “não cresça”? Pense nisto.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

EDUCAR PARA PENSAR 1

EDUCAR PARA PENSAR 1: Depois da serie sobre autoestima Ely Paschoalick escreve sobre como os pais podem desenvolver ou inibir a capacidade de pensar em seus filhos.

As crianças percebem o que se passa em sua volta muito mais pelas expressões faciais, pelos gestos, pela movimentação da casa e das pessoas, pelo tom de voz do que pelas palavras e vocábulos realmente ditos.
Por estes motivos, conversar francamente com a criança fazendo-a conhecer e pensar sobre as diferentes situações que se passam em família, leva-a a um desenvolvimento maior de seu cérebro, de sua capacidade de se comunicar, de sua capacidade de pensar.
Da mesma maneira agir ao contrário, dando-lhe ordens sem explicar o porque, disfarçando conversas quando esta se aproxima, falando dela mesmo que longe de seus ouvidos, escondendo seus sentimentos dela, pode deixá-la confusa e tirando conclusões negativas sobre si mesma e não sobre a situação (extra ela) que está acontecendo na família.
Frente a esta confusão e a esta falta de informação a criança se enche de medo e de insegurança que pode lhe provocar uma reação de não conseguir pensar claro, quase como se fosse uma fuga da realidade a que chamamos de mandato de “NÃO PENSES”.
Outro dia faleceu uma grande amiga e deixou sua fihinha de quatro anos.
As pessoas se dividiam entre aquelas que achavam que deveria esconder tudo da menina e dizer que sua mamãe estava viajando e aquelas que acreditavam que o melhor era contar tudo para a menina.
Ao ser consultada fui da opinião que não só deveriam contar para a menina como também levá-la ao velório e permitir que ela se despedisse da mãe.
Interessante como as pessoas substimam a capacidade de pensar de uma criança! Imaginem vocês que a menina estava brincando no pátio do velório, onde chegavam todos os parentes e a abraçavam chorando e ninguém tinha coragem de dizer a ela o óbvio. Quando foram conversar com ela a mesma afirmou:
__Eu já sabia, ouvi a vovó chorando e contando para a titia.
Se a família não contasse para a menina ela ficaria confusa e desconfiada, se a família mentisse que a mãe viajara sua confusão e desconfiança seria maior ainda, ao passo que contar, conversar com ela, chorar com ela, é auxilia-la a entender e elaborar esta tão grande perda.
Os pais, na educação para o pensar, devem ser orientados a contar para as crianças os problemas que estão enfrentando com coerência e verdades, pois estas são atitudes que aumentam o pensar e evitam o refugiar-se num mundo de medo, rejeição, impotência e incapacidade.
Deixe seu filho fazer perguntas sobre os assuntos que escuta, converse com ele, assim o estará educando para pensar.

Crianças dos 18 meses aos 3 anos - fase do pensar - como auxiliar a formação de uma autoestima positiva (4)

Ely Paschoalick, complementando os artigos (1);(2) e (3) escrevendo sobre os cuidados emocionais com crianças dos 18 meses aos 3 anos para bem estruturar uma autoestima positiva em seu filho e ensiná-lo a pensar.

Vimos nos artigos (1) e (2) que os bebês desde zero mês iniciam a formação da autoimagem e as sensações que a criança têm ao ser cuidada, alimentada, aquecida, banhada serão a base da autoestima positiva quando conclui sobre si mesmo: 'Eu sou merecedora de amor!' ou autoestima negativa: 'Eu não mereço ser amada!' No artigo número (2) vimos o que é adequado e inadequado à formação de uma autoestima positiva dos 5 aos 10 meses - brincadeiras do espelho - brincadeiras sonoras - brincadeiras com as mãos... No artigo (3) enfocamos a fase conhecida como do 'FAZER' que vai dos 10 aos 18 meses e o erro que é retirar, ou colocar para o alto, todas as coisas do ambiente onde a criança está, assim como o bater nas mãos quando esta pega um objeto que não pode ser pego. É nesta fase do período prático (10 aos 18 meses) que a criança conclui como base de sua autoestima positiva: 'Eu sou capaz de fazer!' ou como base da autoestima negativa: 'Eu sou incapaz para fazer!' Agora, no artigo 4 quero falar para você pai ou mãe de uma criança dos 18 meses aos 3 anos - fase do pensar - Pais faladores, donos de grandes sermões, que educam pelo medo ou pela ameaça, que são incoerentes com aquilo que permitem ou proibem a seus filhos entre 18 meses e 3 anos, auxiliam a construir uma autoimagem negativa. Pais que escondem a verdade de seus filhos, mesmo que seja para poupá-los, podem incutir na criança uma sensação negativa que vai estruturar a autoestima: 'Eu não compreendo bem sobre o que acontece.' Dos 18 meses aos 3 anos a criança necessita de pais potentes e fortes, capazes de interromper seus comportamentos errados com ordens curtas e firmes. Necessita de pais que estejam prontos a responder suas perguntas estimulando-a a perguntar mais e mais e auxiliando-a a entender os fatos ocorridos em seu meio ambiente ou com sua família. Por exemplo: Uma mãe brigou com o papai e começou a chorar. A criança se aproxima e diz: _Mamãe, voce está chorando? Ao que a mãe responde sorrindo: _Não, filhinha, foi um cisco que entrou em meu olho!'. Este comportamento é errado pois a criança, apesar de pequena e não capaz de compreender sobre as relações pessoais dos adultos, estava tendo uma percepção do outro (empatia) que foi totalmente camuflada e ficou confusa pela resposta dúbia de sua mãe. Outro comportamento dos adultos que pode colaborar para a formação da autoestima negativa, levando a criança de 18 meses a 3 anos concluir sobre si mesma: 'Eu sou confusa, não consigo pensar claro sobre as coisas!' é o fato de uma mãe hoje ficar muito irritada porque a criança calçou seu sapato de festas e amanhã fazer de conta que não está nem vendo e deixa a criança brincar com seus sapatos. Tais ordens incoerentes levam a criança a acreditar sobre si mesma: 'É melhor eu não pensar sobre o porque das coisas!'. Também podemos citar como exemplo o fato de dizer que alguém que morreu está viajando, ou mesmo, que seu irmãozinho vai ser trazido pela cegonha ... (São afirmações que, mais cedo ou mais tarde, ela concluirá serem falsas: "Estão chorando tanto porque vovó foi viajar! ...Mamãe foi para o hospital e eu nunca vi uma cegonha..." e cada vez que tenta relacionar fatos a criança pode sentir-se incapaz de pensar claramente sobre o ocorrido, tirando a conclusão sobre si mesma: "Não sou capaz de pensar claro!". Amedontrar a criança entre 18 meses e 3 anos também é um fator contribuidor para a mensagem negativa: 'Não devo pensar sobre os fatos!' Esteja com seus filhos entre 18 meses e 3 anos, apresentando-lhe o mundo, respondendo com poucas palavras e curtas explicações sobre as perguntas que fazem. Estimule seus filhos menores de 3 anos a explorarem o mundo e a fazerem perguntas desenvolvendo neles a crença: 'Você é capaz de pensar!'. No próximo artigo falaremos sobre as conversas que os adultos devem ter com as crianças acima de 3 anos. Escreva no campo “comentário dos leitores” suas dúvidas, experiências e sugestões que terei imenso prazer em responder-lhe pois certamente NINGUÉM É MELHOR DO QUE NÓS TODOS JUNTOS.